Eu olho para essa tela em branco e não sei exatamente o que escrever
Quero poder escrever sobre como eu me sinto, e me sentir ouvida e compreendida. As coisas dentro da minha cabeça não fazem muito sentido. Por vezes me pego com ideias absurdas e desconcertantes, de um certo modo me fazem questionar sobre como eu lido e enxergo as coisas.
Neste momento me encontro sob total lucidez, porém raramente tenho momentos de calmaria. Não canso de dizer, mas sou tempestade o tempo todo.
Lembro-me de poucas ocasiões nas quais eu senti uma paz profunda. Na verdade, recordo apenas das mais atuais. Por exemplo quando me deitei na rede sob um luar regado a vinho branco, ouvindo alguma canção, enquanto a rede balançava. Eu pude me sentir em paz comigo mesma, sozinha. Acho que foi a primeira vez. A segunda vez que me senti assim foi quando ouvi "tu é o meu amor tranquilo". Naquele momento eu me senti em paz novamente, e a única coisa que se passava na minha mente inquieta era como eu queria aquilo sempre.
Guerra e paz, Candido Portinari
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