“ De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tantoQue mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure”
Vinicius de Moraes, soneto de fidelidade
Enquanto eu puder viver esse amor, eu quero vivê-lo
Mesmo ainda que chama
Quero poder reacendê-la
Pois como faísca veio
E hoje incêndio
O fogo alastrou-se
E agora cruzou o mundo
Tentam apagá-lo
Mal sabem que sou gasolina
Nenhum comentário:
Postar um comentário